Quem não se lembra das caricatas miniaturas de Hot Wheels do passado como o clássico Twin Mill que nada tinha de realista, com dois enormes motores sobrando para fora da carroceria?

Pois bem, este devaneio de mais de um motor no carro é uma realidade explorada desde os primórdios do automóvel, em cada caso com sua necessidade ou justificativa.

O princípio do automóvel com motor de combustão interna é ter um elemento de propulsão, um motor, que envia sua potência para as rodas, duas ou quatro delas. É mais do que o suficiente para o uso comum no dia a dia. Hoje em dia temos de forma bem mais difundida a combinação de um motor elétrico e um motor a combustão nos carros híbridos.

Mas ao longo da história, diversos casos de carros equipados com mais de um motor (de combustão interna), alguns até que bem sucedidos, mas muito raros se falarmos de produção seriada. A maioria ou foram protótipos, ou foram carros de corrida.

A grande dificuldade de se conciliar dois motores no mesmo carro é a sincronização entre eles. Hoje em dia, com toda a eletrônica embarcada que os carros dispõem, seria até mais viável, mas fora da era da eletrônica, casar a rotação, torque e frequência de dois motores é bem complicado.

Se um motor estiver com mais potência ou mais rotação que o outro, haverá diferença entre a tração em cada eixo e haverá sobrecarga na estrutura e no comportamento dinâmico. No passado, a proposta de ter dois motores era simplesmente ter mais potência total no carro e também em muitos casos a tração nas quatro rodas.

Listamos aqui exemplos de carros com dois motores que foram feitos pelos fabricantes ou preparados para corrida, ganhando fama ou sendo tecnicamente extraordinários.